Maite Perroni na revista GLAMOUR

27/06/2012 21:00

 

A revista Glamour coloca Maite Perroni na sua capa do mês de Julho.

 

    Tradução:

 

Vida la Vida!

Há mais de 10 anos, Maite Perroni formou parte de um fenômeno único que garantiu que sua cara fosse reconhecida pelo mundo todo. Mas no fundo, quem é Maite? Maite sem rebelde, Maite sem revistas de fofocas, Maite sem as novelas, é uma mulher e artista que segue definindo-se enquanto festeja o estar profundamente apaixonada pela vida.

Se você digitar no Google o nome “Maite Perroni”, em 16 segundos a sua busca marcará cerca de 1,540,000 resultados; se você colocá-la na frente de uma multidão, seus fãs enlouquecerão. Mas se observar cuidadosamente esta pessoa sobre quem se escreve tanto e que as pessoas seguem com uma devoção e entrega interminável, descobrirá que Maite é muito mais do que a fama que a rodeia. Com uma novela novela no ar e seu primeiro filme a caminho, Perroni se sente mais cômoda do que nunca dentro de sua própria pele e está pronta para demonstrar que seu caminho está apenas começando.

Glamour: Você sempre soube que queria se dedicar à atuação?

Maite: Que nada. Eu queria estudar Marketing e Publicidade, e trabalhar em produções, comerciais e revistas.

Glamour: Quando decidiu que isso era sua vocação?

M: Tinha 19 anos e acompanhei uma amiga a um teste para o Zapping Zone (da Disney). Entrei com ela, fiz a audição e me agradou. Era algo que eu gostava, já tinha participado de aulas de teatro e dança, mas nunca pensei que poderia ser minha profissão.

G: Como a música entrou nisso?

M: Por surpresa. Já estava estudando no Centro de Estudos de Atuação, fiz um teste para Rebelde e passei. Sempre soube que a trama envolvia um grupo. Foi circunstancial, mas foi o correto.

G: O que você sente ao pensar em Rebelde?

M: Muita paixão e energia, foi uma etapa incrível que aproveitei muito. Acredito que não estávamos conscientes do que estava acontecendo, mas ao mesmo tempo o vivemos, aproveitamos, choramos e rimos. Eram emoções que não podia controlar e nem definir, mas sentia-se e sentimos muito!

G: Quantos anos você tinha?

M: Foi dos 21 aos 25. Tudo aconteceu no momento exato e na idade ideal, porque já tinha amadurecimento para não deixar-me levar por tudo, mas ainda sim aproveitava. Tua única responsabilidade é fazer teu trabalho, que é um jogo que você ama e se diverte.

G: Você acredita que sempre vai ser a Maite de Rebelde? Ou deixa isso para trás?

M: A princípio, não ofendendo-me nunca com esta ideia, não me agride nem me irrita. É parte da minha história, do meu processo, e por isso eu a guardo e relembro com muito prazer. Quando acabou, os seis tivemos que formar nosso próprio caminho. Acredito que fui conquistando coisas e caminhando como Maite Perroni.

G: Falando de conquistas, você acaba de gravar seu primeiro filme, certo?

M: Sim, El Arribo de Conrado Sierra (A Chegada do Conrado Sierra) – que estreia em novembro – é uma história de época, de 1945, sobre cinco irmãs que visam ser perfeitas e corretas diante a sociedade, mas cada uma tem sua história secreta sobre o porque de não estar casadas.  É uma trama muita bonita, que fala sobre temas como amor, a homossexualidade, a religião, a castidade e o racismo com muita cumplicidade.

G: Conte-me sobre sua atual novela, Cachito de Cielo…

M: É uma novela cômica que conta uma história de amor de maneira diferente ao que estamos acostumados. Trata de um homem, Cachito, que está apaixonado… mas falece. E quando chega ao céu, o sindicato percebe que foi um erro e tem que voltar a terra em outro corpo, mas não podem deletar o erro. Quando o mandam de volta, é um padre! Então não pode se aproximar da mulher que ama.

G: Se você morresse e reencarnasse em alguém, em quem seria?

M: Em Monica Bellucci! (Risos) Não, não tenho alguém específico. Acredito que tudo passa por algo, acredito na reencarnação e acredito que o que vier para mim será o correto.

G: O que você voltaria a fazer?

M: A viver, seguir seu caminho e valorizá-lo.

G: Cachito fala de voltar em outro corpo, você gostaria de mudar algo?

M: Claro que tem muitas coisas que não me agradam, mas isso mesmo me fez aprender e me aceitar como sou, e entender que não podemos pretender copiar os esteriótipos estabelecidos. Entendi que  como somos, somos perfeitos. E de acordo com isso, tem que tirar o maior proveito para nos ver divinas e nos sentir seguras de nós mesmas.

G: Você vive no olho do público e exposta a rumores. Como você maneja a pressão?

M: É impossível não escutar e sentir, porque no final das contras é você de que falam, qualquer julgamento ou comentário a respeito é sobre a sua pessoa, porque você se mostra em uma cena, em uma música, em fotos. Tem que deixar de lado, não dar importância e não ligar, porque sinceramente, é irrelevante.

G: Chega um momento em que parece que te conhecem melhor do que você mesma…

M: Muitas vezes, o que escrevem e falam não é nem 20% da história real. Constroem esses personagens e ideias sobre alguém.

G: Vamos fazer algo, para corrigir todas essas pessoas que acreditam que te conhecem tão bem, me diga, não sabem que…

 

Um talento oculto: Imito muitas vozes.

Um medo: Lugares fechados e ratos.

Um prazer “proibido”: Tudo o que engorda.

Um desejo: Rice Krispies com caramelo.

Um defeito: Sou desordenada em meu quarto, deixo a roupa jogada, tem mil maletas…

Cinco coisas em sua mala: Secador, necessaire, caderno e caneta, sapatos e mais sapatos.

 

G: Você tem uma relação com uma pessoa que está no mesmo meio, o que fazem para manter saudável a relação?

M: Respeitamos muito o espaço de cada um e não damos importância aos comentários que surgem. Dividimos nossa vida pessoal e temos um apoio mútuo, é o inteligente.

G: Nos divertimos muito nessa sessão. O que estamos festejando?

M: Que faço o que me agrada, que sou feliz, que recebi a fortuna de me realizar profissionalmente no que quero, que tenho uma família, amigas e amor. Tudo está em seu espaço, as peças em ordem e fluindo muito bem.

G: Qual desejo você fez na última vez que soprou as velinhas?

M: Não sou de pedir desejos, prefiro escrever e decretar as coisas.

G: Do que você sente falta de quando era criança?

M: Da capacidade de acreditar em tudo.

G: E no que você não mudou?

M: Quando quero algo, quero a 100%.

G: Como você se ver em 5 anos?

M: Gostaria de fazer mais cinema, me preparar para produzir e dirigir. Mas em 5 anos posso estar aqui ou ir a outro lado… o que realmente tenho muito claro é que quero estar feliz e ser congruente.

G: Por último, me diga o que é o glamour?

M: Encontrar sua identidade, sentir bem consigo mesma e estar sempre radiante.

 

 

:::Creditos: maitemvp.com